Expressão constituída por frases soltas retiradas de alguns trabalhos produzidos pelos alunos das turmas A e B do 5.º Ano sobre a actividade “À Descoberta da Praça da Oliveira” por eles realizada durante a visita de estudo ao Centro Histórico de Guimarães em 28 de Abril de 2010.
“A Praça da Oliveira é um lugar muito antigo mas que nos faz lembrar a nossa história, ou seja, a história de Guimarães e Portugal.” - Sara Inês
“É tão bonita! Tenho orgulho de ser Vimaranense!” - Ana Leitão
“No passado era conhecida por «Praça de Santa Maria», agora chama-se Praça da Oliveira.” - Luís Carlos
“Na Praça da Oliveira podemos encontrar: O Padrão do Salado; a capela de S. Nicolau; a Igreja da Oliveira, o casario da Praça… (etc).” - Joana Lopes
“Nessa Praça as habitações ainda são muito antigas.” - Rosa
“Estivemos a observar os monumentos da Praça da Oliveira, como por exemplo: A Cruz do Milagre, os Antigos Paços do Concelho, o Guerreiro das duas caras, …!” - Vera Ribeiro
“Na Praça da Oliveira havia muitos cafés, onde os professores se sentaram vendo-nos a correr de um lado para o outro à descoberta. Adorei tudo e divertimo-nos todos.” - Sara Lopes
“Não há nada que não seja especial e bonito!” - Vítor Real
“Eu gostei de tudo!” - Mariana Dias
“[…] Mas não foi só descobertas, também nos divertimos imenso e aprendemos a trabalhar em equipa. Foi espantoso o que vi e ouvi. Foi uma experiência única. Adorei” - Cláudia
“Na Praça da Oliveira foi muito divertido, andámos de um lado para o outro à procura de coisas para a folha que o nosso professor nos deu.” Aluno anónimo
“Na Praça da Oliveira é tudo muito antigo, mas muito bonito: a placa em latim, a igreja e o Padrão do Salado.” - Lara
“A melhor, coisa para mim, foi quando o papel mandava desenhar uma varanda!” - Sandra Mendes
“Gostei de ver o Padrão do Salado que foi colocado para comemorar a vitória de uma importante batalha travada contra os mouros.” - Ana Rita
“O Padrão do Salado foi colocado na Praça para comemorar a Vitória, em 1340, do rei D. Afonso IV na batalha do Salado” - Joana Pacheco
“As actividades de que mais gostei foram: aquela em que tivemos de descobrir onde estava a outra barriga, a que pedia para desenharmos um arco e a que perguntava quantos sinos tinha a Igreja.” - Lúcia Soares
“Uma das perguntas, que foi a que mais estranhei, foi esta: «Indica o n.º de toques que era necessário dar quando o incêndio era na freguesia da Oliveira?»: 6 toques” - Francisca Oliveira
“O que eu gostei menos foi a oliveira que está na praça que acho que é muito pequenina.” - Daniel Santos
“O que menos gostei não foi nada!” - Diana Freitas
Grupo de Professores de História dos 2.º e 3.º ciclos, da Escola EB 2,3 Gil Vicente, Urgezes, Guimarães.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Visita de Estudo do 5.º Ano (2009-2010) - De Guimarães a Queimadela
Foi no passado dia 28 de Abril que os alunos do 5.º Ano de Escolaridade da Escola EB23 Gil Vicente, visitaram o Museu de Alberto Sampaio e o Lar de Santa Estefânia, na memorável e cativante cidade de Guimarães, e a Estação de Tratamento de Água da Queimadela, no concelho de Fafe.
Aproveitando os dois grupos que se formaram para o transporte em autocarro, visitaram, alternadamente, o museu e o lar. Ficaram encantados com o espólio e demais referências a D. João I e à Batalha de Aljubarrota, que puderam desfrutar no Museu de Alberto Sampaio, e foi com grande curiosidade e crescente interesse que acompanharam a visita ao Lar de Santa Estefânia. Aqui comoveram-se com o relato das dificuldades vividas pelos jovens que redescobrem nessa benemérita instituição o lar que já não tinham ou que aí encontram os cuidados, ajuda e afecto necessários para construir o futuro com oportunidades de desenvolvimento pessoal, cultural, social e profissional que lhes eram negadas ou muito dificultadas no ambiente onde nasceram e cresceram.
Aproveitando os dois grupos que se formaram para o transporte em autocarro, visitaram, alternadamente, o museu e o lar. Ficaram encantados com o espólio e demais referências a D. João I e à Batalha de Aljubarrota, que puderam desfrutar no Museu de Alberto Sampaio, e foi com grande curiosidade e crescente interesse que acompanharam a visita ao Lar de Santa Estefânia. Aqui comoveram-se com o relato das dificuldades vividas pelos jovens que redescobrem nessa benemérita instituição o lar que já não tinham ou que aí encontram os cuidados, ajuda e afecto necessários para construir o futuro com oportunidades de desenvolvimento pessoal, cultural, social e profissional que lhes eram negadas ou muito dificultadas no ambiente onde nasceram e cresceram.
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| Lar Santa Estefânia - Um grupo de alunos |
Durante essa manhã todos os alunos tiveram, ainda, a oportunidade de efectuar um Peddy-papper na sala de visitas da cidade: A Praça da Oliveira.
O guião “À Descoberta da Praça da Oliveira”, disponibilizado pelo Museu Alberto Sampaio, serviu-lhes de orientação e pretexto para se inteirarem das características gerais e dos muitos pormenores “escondidos” nos mimos arquitectónicos das construções circundantes, na artística estatuária que embeleza e enobrece a praça e disponíveis, também, nos imprescindíveis painéis informativos que transportam os visitantes pela história dos monumentos e dos artífices que nos legaram tão precioso espólio. A alegria e o entusiasmo dos alunos, a correr de lado para lado à procura das respostas ou sentados no lugar mais incomum a preencher, apressadamente, o questionário, contagiavam as inúmeras pessoas, turistas curiosos e distraídos habitantes, que calcorreavam os mesmos espaços.
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| Padrão do Salado - Lendo o Guião |
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| Padrão do Salado - Consultando informações |
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| Igreja da Oliveira - Informações |
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| Preenchendo o Guião |
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| Escadaria da Igreja da Oliveira - O merecido descanso |
Depois do repasto, partilhado no interessante parque da Cidade, os alunos seguiram para a ETA da Queimadela onde participaram numa “lição” inteirando-se das fases e processos que transformam a água da barragem em água própria para o consumo humano. Foi com muito agrado que percorreram as instalações da estação onde apreciaram as voltas e reviravoltas a que a água é submetida antes de poder ser usada, despreocupadamente, pelos habitantes do concelho de Fafe.
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| ETA da Queimadela - Explicações prévias |
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| ETA da Queimadela - Participar, pedindo a palavra |
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| ETA da Queimadela - Visita às instalações exteriores |
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| ETA da Queimadela - Visita às instalações exteriores |
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| ETA da Queimadela - Visita às instalações exteriores |
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| ETA da Queimadela - Visita às instalações exteriores |
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| ETA da Queimadela - Visita às instalações exteriores |
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| ETA da Queimadela - Espaço Interior |
Agradável momento de convívio foi, também, a viagem de regresso apesar de ter sido antecipada uma hora para que os professores acompanhantes pudessem participar numa reunião agendada, tardiamente, para esse dia.
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| Viajar com alegria |
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| Até à vista |
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Semana da História
Entre os dias 19 e 23 de Abri de 2010, houve grande alvoroço na Escola EB23 Gil Vicente (Urgezes - Guimarães), não só no espaço da Biblioteca Escolar - Centro de Recursos Educativos, mas também nos espaços exteriores, nomeadamente no átrio da Escola. O motivo foi a realização da “Semana da História”, uma iniciativa promovida pelo Grupo de História e Geografia de Portugal e História e articulada com a BE-CRE e a Área de Animação Cultural e Clube de Artes.“Cinco dias, cinco temas” foi a matriz proposta, com actividades diversas a promover em cada dia segundo a temática escolhida: “D. Afonso Henriques e a Batalha de S. Mamede”, “O Infante D. Henrique e as Descobertas”, “D. João IV e a Restauração da Independência”, “Da Monarquia à República” e “O 25 de Abril - Democracia e Liberdade”. Procurou traçar-se uma panorâmica sobre os períodos mais significativos da história de Portugal desde a mais longínqua à mais actual realçando, como não podia deixar de ser, o Centenário do Nascimento do Fundador, cujas comemorações incidiram em 2009, e o Centenário da Implantação da República, a decorrer este ano.
Deste modo, exposições variadas como fotografias, caricaturas
e banda desenhada, no âmbito de um concurso de BD sobre “A República”, livros, documentários e objectos vários marcaram visualmente as efemérides temáticas abordadas, complementadas por dramatizações diversas. A Semana de História foi também marcada pelas actividades sobre o 25 de Abril realizadas na BE-CRE de exploração do poema “Em Abril, Um País” da Dra. Célia Fernandes, docente desta escola, mas, o ponto alto, foi a palestra proferida pelo Eng.º Raul Rocha.O autor do trabalho em pré-publicação: “Guimarães no século XX” abordou a temática das comemorações da República traçando uma panorâmica curiosa e interessante sobre os primeiros tempos da República em Guimarães, pois, à natural e pacífica da implantação seguiram-se as mais variadas vicissitudes acompanhando as turbulências desses primeiros tempos republicanos. Com efeito, os alunos do nono ano puderam registar acontecimentos significativos vividos em Guimarães, aquando da implantação da República e nos anos subsequentes, que muito os interessaram.
Ficaram a saber que, enquanto que, em Lisboa, no dia 5 de Outubro de 1910, já se festejava esta nova forma de governo, Guimarães permanecia num total desconhecimento deste facto e assim permaneceu toda a semana seguinte. Tais eram as comunicações 100 anos atrás! De facto, só a 12 de Outubro, por carta, o Presidente da Câmara, Abade de Tagilde, comunicou que tinha sido destituído do cargo.
No dia 13 de Outubro, a passagem de testemunho para os republicanos, na pessoa de um jovem e respeitado advogado, o Dr. Eduardo de Almeida, foi pacífica e Guimarães, que não “desejou a República, aceitou-a com cortesia”, como prova o famoso “episódio dos chapéus” no mês seguinte: Na praça D. Afonso Henriques (actual Toural), os ilustres vimaranenses não tiraram as cartolas às entidades republicanas que aí desfilava, pois, mantinham o coração monárquico! Aliás, mais tarde, ocorreram fortes manifestações, quer aquando da nacionalização dos bens da Igreja, quer nos períodos eleitorais, demonstrando que a população estava dividida mesmo dentro da ideologia republicana, pois havia facções antagónicas. Os cidadãos eleitores da cidade seriam à volta de 4000.
Como factor de desenvolvimento, a República contribuiu para o reforço da importância da Escola criando edifícios escolares de raiz, pois, até então, as aulas funcionavam em “escolas móveis” ou em casas e salas arrendadas para esse efeito. Exemplos desta política de valorização do estudo e da educação da população são a passagem do Seminário para Liceu de Guimarães e a construção de raiz, em Urgezes, da escola primária mais antiga do concelho com edifício próprio - a actual Escola Básica do 1.º Ciclo Francisco dos Santos Guimarães.
No entanto, a falta de dinheiro proveniente dos impostos, praticamente assentes no mundo rural, afectou a concretização de certos objectivos sociais e provocou instabilidade partidária e governativa, também em Guimarães, principalmente no período da 1.ª Guerra Mundial, e agitações populares como foi a guerra por causa do pão. A burguesia republicana existente em Guimarães era industrial e estava isenta de impostos!...
Dado que o tempo se esgotou sem dar por isso, tornou-se impossível abordar mais assuntos. Os alunos presentes apreciaram muito a temática, o que levou o grupo responsável a agradecer, ao Eng.º Raúl Rocha, a palestra proferida e a lançar-lhe um novo convite para aprofundamento do tema possivelmente no próximo ano lectivo, na semana do Centenário.
A Proclamação da República

A Árvore do Centenário na BE-CRE

Apresentação do Palestrante Eng.º Raúl Rocha
VISITA DE ESTUDO DO 6.º ANO AO PORTO
No dia 3 de Março, 105 alunos do 6º ano visitaram o Museu do Carro Eléctrico, o Lar Juvenil dos Carvalhos e a Estação Litoral da Aguda a fim de se concretizarem os objectivos definidos pelos grupos de História e Geografia de Portugal, Educação Moral e Religiosa Católica e Ciências da Natureza.
Eis alguns registos de alunos das turmas A, B e C:
MUSEU DO CARRO ELÉCTRICO
O funcionário conduzia o passageiro ao seu lugar e cobrava-lhe o bilhete. Este era cobrado pela altura e não pela idade. Quem tivesse um metro ou mais de altura pagava bilhete. Os outros não. Muitos encolhiam os joelhos, mas acabavam por ser desmascarados… Alguns viajavam dependurados… à borla, portanto!
Como a maior parte da população no final do século XIX era analfabeta, o destino dos transportes públicos, para além da tabuleta, era indicado pela cor. Cada cor, um destino da cidade do Porto.
O guarda-freio conduzia o eléctrico e tinha esse nome porque guardava consigo os travões. Quando empurrava o travão para a frente, aumentava a velocidade.
O carro eléctrico é unidireccional, pois anda só numa direcção.
Valeu a pena, porque tínhamos aprendido esta matéria há pouco tempo e deste modo pudemos observar os transportes antigos, alguns com 100 anos ou mais.
Correu lindamente, e divertimo-nos muito com a representação teatral de cenas ligadas a personagens que viajavam no passado. Vimos dois actores que nos deliciaram, fazendo-se passar por gente do povo, peixeira e analfabeto. Depois transformaram-se num casal burguês, que ia para a praia, no carro “Pipi”, todo aberto. Parecia que estávamos no passado, pois estavam vestidos à época!
Só faltou termos andado num carro eléctrico. Seria muito bom!
LAR JUVENIL DOS CARVALHOS
Gostámos de saber como se organizam e passam o tempo. Aprendemos como é importante trabalhar em equipa.
Fomos muito bem recebidos em todos os sítios visitados. Deram-nos os parabéns pelo bom comportamento e pela concentração com que ouvimos as explicações.
Almoçámos no Parque da cidade do Porto onde convivemos com os nossos amigos e professores. Era um lugar grande, limpo e muito verde. Tivemos muita sorte com o dia, pois aí pudemos brincar um pouco.
ESTAÇÃO LITORAL DA AGUDA
Adorei ver o Aquário. Aqui há vários tipos de peixe que existem no oceano.
É muito bom fazermos visita de estudo, porque aprendemos muitas coisas de forma divertida!
Um grupo de alunos do 6.º Ano durante a visita
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Carta de feira de Guimarães, 1296
Texto da Carta de Feira de Guimarães, muito bem declamado pelo aluno Pedro Pinho do 7.º E, a abrir a Feira Medieval de 18 de Junho de 2009:
“Afonso III, pela graça de Deus Rei de Portugal (…). Sabei que eu mando que se faça 4 vezes no ano, e que no meio de Junho se faça uma feira e a outra se faça no meio de Setembro e a outra se faça no meio de Dezembro e a outra feira no meio de Março. E mando que cada feira dure 4 dias e eu dou garantia a todos que vierem a esta feira por motivo vender ou comprar que desde o 9º dia de antes de principiar a feira até 22 dias cumpridos, não sejam penhorados por dívida alguma a não ser por dívida de dinheiro feita na própria feira (…). Além disso determino que todo aquele que fizer mal aos homens que vierem a esta feira me pague 1000 morabitinos e duplique aquilo que tiver filhado a seu dono. E naqueles 4 dias em que a feira durar não sejam feitas outras vendas na vila de Guimarães, a não ser na feira (…). E todos que vierem a esta feira paguem portagem (…) ”
Carta de feira de Guimarães, 1296
“Afonso III, pela graça de Deus Rei de Portugal (…). Sabei que eu mando que se faça 4 vezes no ano, e que no meio de Junho se faça uma feira e a outra se faça no meio de Setembro e a outra se faça no meio de Dezembro e a outra feira no meio de Março. E mando que cada feira dure 4 dias e eu dou garantia a todos que vierem a esta feira por motivo vender ou comprar que desde o 9º dia de antes de principiar a feira até 22 dias cumpridos, não sejam penhorados por dívida alguma a não ser por dívida de dinheiro feita na própria feira (…). Além disso determino que todo aquele que fizer mal aos homens que vierem a esta feira me pague 1000 morabitinos e duplique aquilo que tiver filhado a seu dono. E naqueles 4 dias em que a feira durar não sejam feitas outras vendas na vila de Guimarães, a não ser na feira (…). E todos que vierem a esta feira paguem portagem (…) ”
Carta de feira de Guimarães, 1296
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Feira Medieval 2009 (1)
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