quarta-feira, 3 de maio de 2017

25 de Abril de 1974

Democratizar, Descolonizar, Desenvolver

      Estado Novo foi a designação atribuída ao novo regime político edificado por Oliveira Salazar a partir da aprovação da Constituição de 1933. Um regime ditatorial de tipo fascista que manteve Salazar como governante de Portugal durante cerca de quatro décadas. Formalmente existiam eleições, mas estas foram sempre contestadas pela oposição, que sempre acusou o governo de fraude eleitoral e de desrespeito pelo dever da imparcialidade.
 

      Quando Marcelo Caetano substituiu Salazar, em 1968, e ocupou o cargo de Presidente do Conselho, foi alimentada a esperança que o país se pudesse democratizar e libertar, finalmente, das correntes da ditadura!...
 

      No entanto, depressa essa esperança ´´murchou``. Marcelo Caetano manteve a polícia política (PIDE/DGS), o país em guerra nas colónias, a crise económica e financeira agravava-se…
 

      Esta situação repressiva incutiu nos opositores a necessidade de derrubar o regime que, para tal, organizavam reuniões clandestinas. Entre os contestatários salientaram-se sobretudo alguns militares como, por exemplo, os generais Spínola e Costa Gomes.
 

      O movimento de oposição culminou na noite de 24 para o dia 25 de Abril de 1974, quando um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou, secretamente, o posto de comando golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa.
 

      Após o sinal previamente combinado entre os militares do MFA (Movimento das Forças Armadas), a transmissão das canções “E depois do Adeus” e “Grândola Vila Morena” na Rádio renascença, vários regimentos militares colaboraram concertadamente no golpe militar, desenvolvendo uma ação pacífica que terminou com a deposição de Marcelo Caetano. Este rendeu-se ao jovem Capitão Salgueiro Maia depois de garantir a sua única exigência: entregar o governo ao General António Spínola.
 

      O cravo tornou-se no símbolo da Revolução de Abril de 1974. Com o amanhecer, as pessoas começaram a juntar-se nas ruas, apoiando os soldados revoltosos e alguém começou a distribuir cravos vermelhos pelos soldados que os colocaram nos canos das espingardas.
 

      O essencial do programa do MFA estava resumido no programa dos três D: Democratizar, Descolonizar, Desenvolver. Esse seria também o programa da Junta de Salvação Nacional, constituída por militares, que assumiu um governo de transição.


Departamento de Ciências Sociais e Humanas

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

 

ESTAFETAS DO DCSH
2016 - 2017


     No passado dia 16 de dezembro de 2016 realizou-se a primeira fase das Estafetas do DCSH – Edição de 2016/2017. Esta atividade envolveu, pelo 3.º ano consecutivo, todas as turmas do 2.º e 3.º ciclos da EB 2,3 Gil Vicente.

2.º Ciclo

     Inserida no programa de atividades de encerramento do 1.º período, a primeira fase das Estafetas, decorreu no salão de alunos e contou com a presença de vinte equipas. Cada equipa pôs à prova os seus conhecimentos ao responder aos questionários do DCSH: no 2.º ciclo, questionários de HGP e de EMRC; no 3.º ciclo, questionários de História, de Geografia e de EMRC.
3.º Ciclo

3.º Ciclo

     À semelhança dos anos letivos anteriores, foi visível um grande sentido de responsabilidade, entreajuda, comprometimento e entusiasmo por parte dos discentes participantes.

     No final da atividade os alunos puderam adoçar o momento com a “guloseima”que lhes estava reservada.

     A atividade Estafetas do DCSH, nesta edição enriquecida com a aplicação do questionário de EMRC, terá continuidade ao longo do ano letivo (no final de cada período), a fim de se apurar a melhor turma de cada ano de escolaridade.



terça-feira, 29 de novembro de 2016


RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA

1 de Dezembro de 1640


       Em 1568, D. Sebastião, neto de D. João III, tornou-se rei ainda muito jovem. Desejoso de grandes feitos que lhe dessem glória, e contra a opinião dos conselheiros mais prudentes, organizou um exército e partiu para o Norte de África.

       Na Batalha de Alcácer Quibir, devido à inexperiência do rei e à má preparação do exército, os portugueses foram derrotados pelos Muçulmanos. Pensa-se que D. Sebastião terá morrido na batalha sem deixar descendentes.

       Por conseguinte, o trono foi ocupado pelo cardeal D. Henrique, seu tio-avô, já de idade avançada e clérigo, não podendo, por isso, deixar descendentes.

       Em 1580, aquando da sua morte, não tinha sido ainda escolhido para sucessor nenhum dos candidatos ao trono. Neste contexto, no ano seguinte, Filipe II de Espanha (I de Portugal) foi aclamado rei nas Cortes de Tomar. Perante estas, comprometeu-se a respeitar os interesses, usos e costumes do Reino.

       Durante o seu reinado, o governante espanhol não faltou aos seus compromissos. No entanto, o mesmo não aconteceu com os seus sucessores, que obrigaram os portugueses a combater nos exércitos espanhóis e a pagar pesados impostos para causas que não eram suas.

       Descontente com tanta opressão, o povo português organizou motins por todo o país. A 1 de Dezembro de 1640 proclama-se a Restauração da Independência, pondo-se fim a um período de sessenta anos de União Ibérica.

       Com D. João IV, o Restaurador, iniciava-se a IV dinastia: dinastia Bragantina.


Aclamação de D.João IVFilipe,
Que teve em ti Portugal?
Grande mal.
E de seres seu senhor?
Grande dor.
Que teve dos Castelhanos?
Grandes danos.

Que nos quer o teu conselheiro?
Dinheiro.
Tu, de nós que quereis mais?
Reais.
Como está o Reino estimado?
Roubado.
Como o deixaste cá tu?
Nu.

Mas já está convalescente
E pelo bem que se segue
Viva o seu libertador Quarto João rei português.
Porque de um Reino cativo fez
Um Reino contente, alegre e Senhor.


Panfleto anónimo, 1641

Departamento de DCSH

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

 IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA

 5 de outubro de 1910


     No final do século XIX assistiu-se a um descontentamento generalizado da população, desencadeado por um conjunto de acontecimentos, que conduziu ao enfraquecimento da Monarquia e à necessidade de uma mudança…

     A população portuguesa vivia com enormes dificuldades devido ao aumento dos impostos para fazer face aos empréstimos que o governo necessitava de pagar a países estrangeiros levando, assim, à diminuição dos investimentos internos. Por outro lado, existia uma grande desigualdade entre a alta burguesia e as classes médias e o operariado das cidades que mostravam o seu descontentamento em greves e manifestações.

     Para agravar a situação, Portugal atravessava uma crise política… O rei e a monarquia eram acusados de não se preocuparem com os reais problemas e interesses do Reino.

     O Ultimato inglês, a questão do “Mapa Cor-de-Rosa” e o assassinato do rei D. Carlos e do príncipe herdeiro D. Luís Filipe, em fevereiro de 1908, tornaram inevitável a queda das estruturas monárquicas.

     Assim, a 5 de outubro de 1910, uma revolução derrubou a Monarquia e implantou a República em Portugal… mudou-se um regime político, uma bandeira, um hino…

     Após o 5 de Outubro foi substituída a bandeira portuguesa que adquiriu um novo significado, e se mantem até hoje.

     As cores verde e vermelho significam, respetivamente, a esperança e o sangue derramado pelos nossos heróis. A esfera armilar simboliza a epopeia marítima dos descobrimentos. Os sete castelos representam os primeiros castelos conquistados por D. Afonso Henriques. As cinco quinas significam os cinco reis mouros vencidos por este rei na batalha de Ourique e, finalmente, os cinco pontos em cada uma das quinas, as cinco chagas de Cristo.

     O hino “A Portuguesa”, composto por Alfredo Keil tornou-se o hino nacional.

quinta-feira, 21 de julho de 2016


 

ESTAFETAS - DCSH


2015-2016   -   FINAL

      Nos dias 31 de maio e 1 de junho realizou-se a 3.ª fase da Estafeta do Departamento de Ciências Sociais e Humanas para o 3.º e 2.º ciclos, respetivamente.

     Estiveram presentes, no salão dos alunos, vinte e uma equipas para disputarem esta fase em representação de todas as turmas da EB23 Gil Vicente. Como em todas as sessões já realizadas, os alunos, que se mostraram bem dispostos e agradados por participar, puderam saborear, no final da prova, as "surpresas" com que foram presenteados.
O 2.º ciclo em ação

As equipas do 3.º ciclo num momento da prova

     A atividade Estafetas do DCSH, desenrolou-se ao longo do ano letivo, em três fases que coincidiram com o final de cada período e envolveu todas as turmas do 2.º e 3.º ciclos. Através da aplicação de questionários, foram postos à prova os conhecimentos dos discentes nas disciplinas de História e Geografia de Portugal (2.º ciclo), de História e de Geografia (3.º ciclo).

     As turmas do 5.º D, 6.º A, 7.º A, 8.º A e 9.º D foram as vencedoras da segunda edição das Estafetas do DCSH.

Resultados Finais
     O envolvimento, a responsabilidade, o sentido de entreajuda e o entusiasmo, foram denominadores comuns às três fases desta atividade. É ainda de realçar a salutar competição gerada entre todas as equipas participantes.

     Um grande bem haja a todos os alunos participantes que deram o seu melhor para representar condignamente a respetiva turma e parabéns aos meritórios vencedores.


quinta-feira, 21 de abril de 2016



Visita de Estudo

História e Geografia


      No dia 17 de março de 2016, os alunos do 8.º ano da escola EB 2,3 Gil Vicente realizaram uma visita de estudo à Nau Quinhentista, à Alfândega Régia, em Vila do Conde, e ao museu “World of Discoveries”. Esta visita terminou com um percurso pedonal, desde a zona Ribeirinha do Porto até à Torre dos Clérigos no Porto.

      Os objetivos desta visita foram:


      * Aprofundar conhecimentos adquiridos nas aulas;

      * Valorizar elementos do Património histórico português;
      * Reconstituir aspetos da vida da época dos descobrimentos portugueses;
      * Contactar com legado histórico da arte barroca e da arquitetura do ferro;
      * Desenvolver a capacidade de observação, análise e comunicação dos alunos;
      * Promover o trabalho de equipa e a sociabilidade entre alunos e docentes.

      Saímos da escola por volta das 08:45 h, acompanhados pelos professores. Primeiramente, dirigimo-nos de autocarro até à Nau Quinhentista, em Vila do Conde. Chegamos ao local por volta das 10:00 h, um pouco adiantados e portanto lanchamos em convívio.


Vila do Conde - Nau portuguesa do século XVI (Réplica)

     
 Terminado o lanche, visitamos uma réplica de uma Nau Portuguesa do século XVI, ou seja, uma das Naus Quinhentistas utilizadas pelos portugueses durante as primeiras viagens de descobrimentos.

      Esta nau suportava entre 130 a 150 tripulantes e era constituída pelo castelo de popa; pelo porão, onde se transportavam os produtos comercializados (porcelanas, sedas e especiarias…), este era o espaço mais sujo das embarcações; pelo leme, no qual está o timoneiro, que modifica o rumo da Nau; pelo chapitéu onde dormiam as pessoas mais importantes (capitão, escrivão e, neste caso, uma mulher); pelo convés na qual se encontrava a escotilha, onde ia sempre um pequeno barco para salvaguardar a vida das pessoas mais importantes a bordo caso o barco principal se afundasse e onde estava a proa, local onde se instalavam os grumetes, que, por sua vez, limpavam, ajudavam os marinheiros a cozinhar e que, no fundo, eram escravizados.


Vila do Conde - Porta de entrada do Museu

      De seguida, visitou-se a Alfandega Régia, um museu de construção naval. Neste local, ficamos a conhecer um pouco sobre a sua história, através de vários documentos em suporte digital e em papel, assim como sobre a navegação, que tinha como origem ou destino Vila do Conde e o tipo de Barcos e técnicas/processos de construção naval utilizados neste local.

      Por volta das 12:30 h, terminou-se a visita à Alfândega Régia e realizou-se o almoço, em convívio entre as turmas e os professores, no parque da Cidade do Porto.


      No fim do almoço, por volta das 14:00 h, dirigimo-nos até ao museu temático e interativo “ World of Discoveries”, onde complementamos o nosso conhecimento sobre a grande epopeia dos descobrimentos Portugueses.



      Neste sentido, em primeiro lugar, foi-nos apresentado um pequeno vídeo sobre o Infante D. Henrique, o impulsionador dos descobrimentos Portugueses.


      Seguidamente, encaminharam-nos para a sala “Intentos e Inventos”, onde pudemos ver a evolução das embarcações que permitiram aos Portugueses realizar as viagens dos descobrimentos (nomeadamente o Barinel, a Barca, a Nau, a Caravela de Armada e o Galeão), assim como os instrumentos de navegação que eram utilizados em alto mar (bússola, astrolábio, balestilha e quadrante).




      Posteriormente, dirigimo-nos para a sala “Mundos ao Mundo” acompanhados por um guia que nos forneceu informações sobre alguns artistas da época.


      Após o sucedido, visitamos a sala ”Coberta da Nau”, onde nos informaram melhor sobre como era a vida a bordo. Depois, seguimos até à sala “Estaleiro Naval”. Aqui pudemos observar alguns carpinteiros navais a preparar mais uma embarcação para navegar.


      Finalmente, subimos a uma pequena embarcação, onde fomos transportados por um canal que passa por diferentes locais presenciados pelos Portugueses, quer devido ao

comércio, quer devido à descoberta de novos territórios. Deste modo, partíamos do Porto em direção a várias regiões, como é o caso de Lisboa, Norte de África, Ceuta, (na sua conquista falhada pelo Infante D. Henrique), o Cabo das Tormentas (atual Cabo da Boa Esperança), África Negra, Florestas Tropicais, Índia, Timor e China, Macau, Japão e, por fim, o Brasil.


      Por volta das 15:30 h, realizou-se um percurso pedonal, em grupo, desde a zona Ribeirinha do Porto até à Torre dos Clérigos.


      O percurso iniciou-se na Rua Nova de Alfândega, seguindo-se para a Rua do Outeirinho, Muro dos Bacalhoeiros, Cais da Estiva, Cais da Ribeira, Cais dos Guindais, Alminhas da Ponte (local de crença e devoção em homenagem às centenas de populares que morreram em fuga das tropas francesas, no início do século XIX, quando tentavam atravessar a ponte e esta desabou), Ponte D. Luís, Muro das Cobertas da Ribeira, seguido da Praça da Ribeira, Rua de São João, Largo de São Domingos, Rua das Flores, Estação de São Bento, Praça Almeida Garrete, Praça da Liberdade, onde se situa a Câmara Municipal do Porto, Rua dos Clérigos, Rua das Carmelitas, Livraria Lello (uma das mais belas livrarias do mundo e onde a autora da série “Harry Potter” se inspirou), Rua Doutor Ferreira da Silva, e, finalmente, o jardim da torre dos Clérigos.




      Posto isto, demos por terminada a visita e regressamos à escola EB 2,3 Gil Vicente de autocarro, tendo lá chegado por volta das 18:30 h.



Realizado por:
Bárbara Fernandes, Beatriz Ferreira, Cátia Gonçalves, Florbela Pinto, Francisca Salgado;
Alunas do 8.º B.




quarta-feira, 16 de março de 2016

ESTAFETAS - DCSH

2015-2016    -   2.º PERÍODO


     Nos dias 8 e 9 de março realizou-se a 2.ª Estafeta do Departamento de Ciências Sociais e Humanas para o 3.º e 2.º ciclos, respetivamente.

     A atividade teve lugar no salão de alunos e contou com a presença de novas equipas representantes de todas as turmas que se mostraram desejosas e satisfeitas por participar.

     No final, todos os participantes puderam adoçar o momento saboreando as "guloseimas" com que foram surpreendidos.

RESULTADOS


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

ESTAFETAS - DCSH

2015-2016    -   1.º PERÍODO



     Realizou-se nos passados dias 9 e 15 de dezembro a 1.ª fase das Estafetas do DCSH. Esta atividade envolveu, pelo segundo ano consecutivo, todas as turmas do 2.º e 3.º ciclos e pôs à prova as aprendizagens realizadas no decurso do 1.º período nas disciplinas de História e Geografia de Portugal (2.º ciclo), e de História e de Geografia (3.º ciclo).


     A subdiretora do agrupamento, professora Elisabete Dias, deu as boas vindas a todos os participantes, regozijou-se com o entusiasmo e a responsabilidade de todos os elementos, bem como considerou ser importante a realização deste tipo de iniciativas para promover o gosto pelas aprendizagens/cultura escolares.

     Todas as turmas se fizeram representar por via de uma equipa de quatro elementos. Desenvolveram-se hábitos de trabalho em equipa, promoveu-se a entreajuda, a solidariedade e criou-se uma saudável e dinâmica competição interturmas. O empenho, a concentração, o comprometimento, bem como o entusiasmo e o ânimo, estiveram sempre presentes na resposta aos questionários desta 1.ª fase das Estafetas.


     Nesta segunda edição das Estafetas, a composição das equipas de cada turma alterar-se-á de fase para fase, o que cria condições para que um número mais alargado de alunos possa participar nesta atividade. A 2.ª e a 3.ª fases, realizar-se-ão no final dos 2.º e 3.º períodos, respetivamente. Após as três estafetas, será apurada a melhor turma de cada ano de escolaridade, sendo atribuído um prémio a cada turma vencedora.



quarta-feira, 3 de junho de 2015

Visita de Estudo de História - 6.º Ano

2014-2015


No dia quinze de abril de dois mil e quinze, os alunos das turmas de sexto ano do ensino básico, da Escola E.B.2,3 Gil Vicente, participaram numa visita de estudo, organizada pelos professores de História e Geografia de Portugal, ao Museu Alberto Sampaio e aos monumentos da “Colina Sagrada” de Guimarães.

Saímos da escola, de autocarro, por volta das nove horas e vinte minutos da manhã e dirigimo-nos para a cidade. Foram nossos guias, os professores de H.G.P., Rosa Maria e Carlos Santos.

O primeiro monumento que visitámos foi o CASTELO DE GUIMA- RÃES, tendo os professores explicado que o Castelo foi construído no século X pela condessa Mumadona Dias e que ao longo dos tempos foi palco de ataques, cercos, batalhas, que marcaram momentos importantes da nossa história como a batalha de S.Mamede, em 1128.

De seguida descemos para a CAPELA DE S.MIGUEL, mandada construir pelo Conde D.Henrique para aí celebrar o batismo de D.Afonso Henriques. De estilo românico, foi classificada monumento nacional em 1910.

Continuamos colina abaixo e parámos junto ao PAÇO DOS DUQUES DE BRAGANÇA. Aqui fomos surpreendidos por um grupo de turistas ingleses que apreciaram muito a nossa simpatia e boa organização.

Seguidamente dirigimo-nos para junto da ESTÁTUA DE D.AFONSO HENRIQUES, onde tirámos várias fotografias de conjunto.


Como estávamos perto da hora do lanche, os professores deram autorização para lancharmos no largo da Câmara, junto à Biblioteca Municipal Raúl Brandão. Foi importante este momento não só porque lanchámos mas também porque descansámos e trocámos ideias e opiniões. Foi um momento de partilha entre os alunos das turmas de sexto ano e os professores que nos acompanharam.

Terminado o descanso, viemos em direção ao MUSEU ALBERTO SAMPAIO, onde nos esperavam várias meninas/guias que, simpaticamente, antes de iniciarmos a visita, nos explicaram as regras de funcionamento do Museu.

Dentro do Museu, visitámos várias salas onde, através de uma visita guiada, ficámos a saber que este museu foi criado com o objetivo de albergar o acervo das coleções da extinta Colegiada da Nossa Senhora da Oliveira e de outras igrejas e conventos da região. Foi construído no local onde Mumadona Dias instalou um mosteiro, à volta do qual foi surgindo o burgo vimaranense.

Percorremos algumas coleções do Museu e ficámos encantados com as peças de ourivesaria; o loudel que D. João I vestiu na batalha de Aljubarrota, no dia 14 de agosto de 1385; o tríptico de prata dourada oferecido pelo rei à Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira (séc. XIV) e o fresco do século XVI figurando a degolação de S. João Batista.

Durante mais ou menos vinte minutos assistimos a um teatro de sombras, através do qual ficámos a conhecer a Lenda do espirro de Dom João I, um maravilhoso milagre que nos encantou.


Terminada a visita no Museu, continuámos pelo Centro Histórico acompanhados pelos professores de História e Geografia de Portugal, Rosa Maria Gomes e Carlos Santos e pelas professoras Teresa Lopes, de Cidadania, Orlanda Ramos, de Ciências da Natureza, Ana Araújo, de Inglês e pelo professor, António Salvador, de Educação Musical, que nos proporcionaram estes momentos muito agradáveis e extraordinários.

Gostámos muito desta visita de estudo que nos permitiu consolidar os nossos conhecimentos em História, admirar a arte e a beleza da nossa cidade, Património da Humanidade.

Na nossa opinião, é muito importante a realização de visitas de estudo para aumentar os nossos conhecimentos e alcançarmos o sucesso.


Os Alunos da turma do 6.º E

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Visita de Estudo de História - 7.º Ano

2014-2015


     No passado dia 14 de abril, os alunos do 7.º Ano da escola EB 2,3 Gil Vicente realizaram uma visita de estudo ao Mosteiro de Tibães, em Braga e à Colina Sagrada, em Guimarães, com os seguintes objetivos:
     • Aprofundar conhecimentos adquiridos nas aulas;
     • Valorizar elementos do Património histórico português;
     • Identificar aspetos da vida quotidiana dos mosteiros;
     • Conhecer a cerca do Mosteiro e a sua importância;
     • Conhecer elementos históricos e arquitetónicos relacionados com os monumentos da “Colina Sagrada”: Castelo de Guimarães, Capela de S. Miguel e Paço dos Duques;
     • Desenvolver a capacidade de observação, análise e comunicação dos alunos;
     • Promover o trabalho de equipa e a sociabilidade entre alunos e docentes.

     Saímos da escola por volta das 08:45 horas, acompanhados pelos professores, dirigimo-nos de autocarro até ao Mosteiro de Tibães, em Braga. Chegamos ao local por volta das 09:30 horas, um pouco adiantados e portanto lanchamos em convívio.
     Terminado o lanche, iniciamos a visita pela cavalariça do Mosteiro de Tibães, era lá que se encontravam as manjedouras. De seguida, visitamos a sala do recibo, local onde eram pagas as rendas, em géneros, por vezes agrícolas, por vezes animais e podiam até mesmo pagar em trabalho.
     Após algum tempo, tivemos a honra de conhecer o claustro.
     O claustro era destinado à meditação, leitura, oração e onde eram sepultados os monges. Eram comuns sepulturas medievais com inscrições, onde estavam escritas algumas informações acerca do sepultado. Este claustro apresenta painéis de azulejos que representam a vida de S. Bento, desde o nascimento até à morte.
     Seguidamente, visitamos a igreja, em estilo barroco, construída no século XVII. Este espaço apresenta talha dourada e imitação do mármore. A sua planta é em forma de cruz, que representa a cruz onde Cristo foi crucificado.
     Avançamos para o refeitório onde houvera um incêndio. Ardeu tudo e com o tempo chegou mesmo à ruina. É possível observar, ao lado do refeitório, o colégio, quartos de hospedaria e o hospício, que se tratava do refeitório dos hóspedes. Atualmente, são realizados teatros, danças e cinema ao ar livre, neste local.
      Em seguida, fomos até à sala de capítulo, onde, de 3 em 3 anos, elegiam-se novos abades.
     Desfrutamos também da visita ao lago, cuja planta é oval. Era neste local que o Clero Regular refletia, geralmente, sentados nos bancos. Neste lago situava-se a Fonte das Aveleiras. As cascatas representavam a Figura de Neptuno.
     Por volta das 12:30 horas, terminamos a visita ao Mosteiro de Tibães e fomos almoçar ao parque de S. João, também situado em Braga.
     No fim do almoço, às 14:30 horas, dirigimo-nos para Guimarães de autocarro, onde visitamos a Colina Sagrada (Castelo de Guimarães, Capela de S. Miguel e Paço dos Duques).
     A nossa visita foi iniciada pelo Paço dos Duques. Quando este foi aberto para museu, tinha os seguintes objetivos:
     - Elucidar as pessoas acerca dos descobrimentos;
     - Mostrar como se vivia num palácio há 600 anos.

     Este palácio foi reconstruído, no século XX, tendo sido construído há 600 anos por D. Afonso, uma pessoa muito rica, que chegou a ser cavaleiro e embaixador de Portugal. D. Afonso mandou construir este espaço para a sua esposa, D. Constança, que, na altura, tinha 16 anos e era de Espanha. Este tratava-se do 2º casamento de D. Afonso. Deste casamento não houve filhos, logo não havia ninguém para tomar conta do palácio.
     O Paço dos Duques contem 39 chaminés e 39 lareiras, geralmente, um palácio só possui 3 lareiras. Apresenta janelas grandes para que o espaço fosse iluminado e quente e um sistema de reutilização de água.
Iniciamos a visita numa sala, onde apreciamos umas belíssimas tapeçarias, úteis para contar histórias, mantendo as salas mais quentes. As paredes estavam repletas de tapeçarias.
     Acredita-se que as tapeçarias cobriam algumas portas para não se ouvirem as conversas, tendo surgido assim a expressão “As paredes têm ouvidos”.
     Seguidamente, fomos conhecer um dos quartos deste palácio. As camas deste palácio são mais altas e pequenas do que as que atualmente as pessoas possuem na sua habitação. Há 600 anos só as pessoas mais importantes tinham cama e para se exibirem recebiam as suas visitas no quarto. Mesmo sendo casadas, antigamente, as pessoas dormiam em camas diferentes. Dormiam sentadas, porque diziam que deitados era mais fácil a alma sair do corpo e também porque ceavam às horas do atual jantar, logo, assim, faziam a digestão mais facilmente. Neste quarto avistamos um retrato de Catarina de Bragança, filha de D. João IV, princesa de Portugal e rainha de Inglaterra. Foi esta senhora que levou os pratos de porcelana para Inglaterra, juntamente com os talheres. Foi também ela que levou os Ingleses a gostarem tanto de chá!
     Noutra divisão pudemos observar outra tapeçaria, que representava a forma como os Portugueses conquistavam as cidades. Estes cercavam-nas, podendo esta cerca demorar meses ou até anos seguidos. Para estas batalhas usavam escudos, canhões, etc.
     Foi-nos apresentada uma das melhores coleções de armas de Portugal. As espadas denominavam-se de montantes, pois eram tão pesadas que quase tinham de ser “montadas”. Algumas chegavam a pesar até 5 kg. A maior parte das cotas das malhas deixaram de ser utilizadas para combater, sendo reutilizadas para a limpeza do chão. Um aspeto interessante sobre as armaduras é que completas podiam chegar a pesar entre 30 a 40 kg. Os punhais eram usados para tudo e mais alguma coisa (para cortar a barba, para a guerra, para a caça…).
     Posteriormente, dirigimo-nos para uma sala apenas para banquetes. Na altura, as pessoas comiam com as mãos e com os punhais. Nesse tempo, já havia algumas colheres, no entanto, eram mais utilizadas pelos pobres, porque a sua comida era à base de papas.
     Finalmente, fomos conhecer a capela do Paço. Há 600 anos não era normal ter-se uma capela dentro de casa, este facto só realça ainda mais a riqueza de D. Afonso.
     Ainda na Colina Sagrada, visitamos a Igreja de S. Miguel. Esta Igreja apresenta-se em estilo românico, com pouca luz e arcos de volta perfeita. Aqui encontra-se a pia batismal onde D. Afonso Henriques terá sido batizado. Muito antes de haver cemitérios, as pessoas mais ricas eram enterradas no interior da Igreja e os mais pobres no seu exterior.
     A nossa visita ficou concluída com a visita ao Castelo de Guimarães. Por motivo de obras não pudemos visitar todo o espaço. O guia que orientou a nossa visita, aproveitou para nos falar do nosso 1.º rei, D. Afonso Henriques. Realçou que ele foi extremamente inteligente pois quis e conseguiu inventar um país.
     Posto isto, demos por terminada a visita e regressamos à escola EB 2,3 Gil Vicente de autocarro por volta das 17:30 horas. Todos os objetivos da visita foram alcançados, por isso, ficamos todos bem dispostos e enriquecidos.










Ana Moura, n.º 2 - 7.º B 
Bárbara Martins, n.º 5 - 7.º B 
Beatriz Ferreira, n.º 7 - 7.º B 
Cátia Gonçalves, n.º 9 - 7.º B 

Visita de Estudo ao Porto - 8.º Ano
2014-2015


       No dia 3 de março realizou-se a visita de estudo do 8º ano ao Porto. Por volta das 8h:30m saímos da escola e chegamos à avenida dos Aliados, no Porto, às 9h45m. Iniciamos o nosso percurso pedestre pelas áreas histórica e de negócios, onde observamos os edifícios que serviam de apoio às diversas atividades económicas existentes na cidade desde os tempos da sua formação, a arquitetura renascentista e barroca de alguns edifícios, as transformações ocorridas em espaços como antigos armazéns e lojas para novas áreas de diversão como bares noturnos ou galerias de arte. Verificamos também que se trata de uma cidade dinâmica, tanto a nível comercial como de serviços e turismo, dinamismo esse associado ao rio Douro, às suas pontes e às vias de comunicação ferroviária e metropolitana.
      
Paramos na estação de S. Bento, situada na praça Almeida Garrett e onde antigamente existia o Mosteiro das monjas beneditinas. Esta estação foi inaugurada em 1916 e é um projeto do arquiteto Marques da Silva. Na estação observamos os painéis de azulejos da autoria de Jorge Colaço com representações de importantes momentos da história de Portugal, como a Batalha de Arcos de Valdevez, Egas Moniz diante de D. Afonso VII de Castela, entrada de D. João I no Porto, para celebrar o seu casamento com D. Filipa de Lencastre e a conquista de Ceuta pelo Infante D. Henrique. Ficamos a saber que existem mais de 20 mil azulejos no interior da estação que ocupam uma área superior a 550 metros quadrados. Também ficamos a conhecer a importância desta estação como ponto de entrada e de saída de milhares de pessoas que, diariamente, entram na cidade para trabalhar, estudar, fazer compras e passear.

      
Prosseguimos o nosso percurso pedestre, passando pelos clérigos, monumento de arquitetura barroca considerado por muitos o ex libris da cidade; esta torre sineira faz parte da igreja com o mesmo nome, construída entre 1754 e 1763, a partir de um projecto de Nicolau Nasoni.

      
Dos Clérigos fomos até um dos principais e mais antigos monumentos de Portugal, a Sé Catedral da cidade do Porto, situada no coração do centro histórico da cidade; o início da sua construção data da primeira metade do século XII, e prolongou-se até ao princípio do
século XIII. Este edifício, em estilo românico, sofreu muitas alterações ao longo dos séculos; o exterior da Sé foi muito modificado na época barroca.
      
Da Sé fomos até à ponte D. Luís, projetada sobre o rio Douro por um discípulo e colaborador de Eiffel, o engenheiro Teófilo Seyrig, em finais do século XIX. É um exemplo representativo da arquitetura e técnicas do ferro. A ponte D. Luís, que liga o Porto a Vila Nova de Gaia, é composta por dois tabuleiros metálicos sustentados por um grande arco de ferro e cinco pilares, permitindo a circulação rodoviária, ferroviária e pedonal.

      
Da ponte D. Luís fomos até Miragaia onde visitamos o museu interativo/parque temático World of Discoveries, com a reconstrução da fantástica odisseia dos navegadores portugueses, cruzando oceanos à descoberta de um mundo desconhecido. Na visita ao museu interativo e Parque Temático, que teve a duração de cerca de 1 hora, tivemos à nossa disposição uma equipa de guias, vestidos com trajes do século XVI, que nos orientou e apoiou em cada uma das salas do museu e no parque temático onde viajamos de barco, passando por cortinas de névoa que abrem passagem para mundos fantásticos como o Cabo das Tormentas e por espaços que pretendiam recriar as terras descobertas pelos portugueses.

      
Por volta das 13h30, como começou a chover, fomos almoçar ao Norte Shopping, em vez do parque da cidade com estava programado. O almoço possibilitou o convívio entre turmas e entre professores e alunos.

      
Ás 15 horas visitamos a Porto Cálem, situada na cidade de Gaia e fundada em 1859, por António Alves Calem. Estas caves mantiveram-se na mesma família durante gerações. Na visita guiada à Porto Cálem tivemos oportunidade de conhecer o museu da caves, onde foi feita, pela guia, uma breve caracterização das caves e dos vinhos do Porto nelas armazenados. Foram focados aspectos históricos e geográficos importantes como o clima favorável à existência da vinha na região do Douro; os principais países importadores do vinho do Porto, as categorias de vinho do Porto existentes, a importância económica da comercialização do vinho do Porto para o país. Observamos também o processo de armazenamento e envelhecimento do vinho do Porto nos balseiros de carvalho e nas pipas.

      
Antes de regressarmos à escola, aproveitamos para lanchar e observar a linda paisagem da foz do rio Douro e dos barcos rabelos, nos seus trajectos turísticos.

      
Por volta das 17h30 minutos chegamos à escola cheios de alegria, depois de um dia muito bem passado.

Ana Beatriz Frade, n.º 1, 8.º A